Já estava mais do que na hora de tirar as teias do meu blog, mas só agora percebi que tem coisas que eu queria ter postado a mais de dois meses atrás!
Sobre o dia-a-dia durante a semana não tenho nada de muito interessante para escrever. Continua a chatice de ter de cumprir horário e trabalhar em projetinhos, sem dar muito andamento ao meu doutorado. Mas pelo menos os finais de semanas estão compensando. E muito!
Vou tentar escrever em ordem cronológica nesse post sobre os meus passeios, viagens e férias no Brasil!
Finais de semana nas nuvensOs finais de semana dos dias
28-29/07 e
04/08 foram literalmente nas nuvens, pois resolvi passear pelos castelos nos altos dos morros aqui ao redor de Darmstadt.
28 de Julho
Nesse final de semana eu aproveitei para ir a uma das atrações nem tão conhecida aqui de Darmstadt: o
Burg Frankenstein! Como o nome mesmo sugere, acredita-se que esse castelo influenciou a escritora Mary Shelley a escrever a história sobre monstro.
Os primeiros registros que se tem desse castelo é do século XIII, e ele foi construído por uma família nobre chamada “von Frankenstein”. Um dia ele já foi uma fortaleza, mas hoje só tem duas torres e uma capela.
No final do século XVII e começo do século XVIII, um alquimista e filósofo natural chamado Johann Conrad Dippel morou ali. Talvez os meus amigos químicos já tenham ouvido falar dele, pois foi ele quem inventou “óleo de Dippel” (
animal oil,
bone oil, ou
Dippel’s oil). Foi ele também que criou, junto com o pintor Heinrich Diesbach, o azul-da-prússia. Bom, mas o interessante mesmo é que esse cara tinha uma visão não muito ortodoxa para a época, e por isso até foi preso por heresia. Segundo o folclore, ele era acusado de violação de cadáveres (um crime até que comum para os filósofos naturais com interesse em anatomia). Entretanto, as histórias locais contam que ele conseguia dar vida aos mortos, e algumas vezes o próprio alquimista assinava o nome dele como sendo “von Frankenstein”, apesar de não ter nenhuma descendência da família.
O que se sabe é que a família da escritora Mary Shelley viajou pela região a caminho de Genebra, para visitar o Lord Byron, e em Genebra ela criou a história durante uma noite de contos de terror. Por isso, apesar da escritora nunca ter dito, acredita-se que ela visitou o castelo e escutou o folclore do local.
Nenhum transporte público chega até lá, então eu resolvi tomar um tram até o local mais próximo e depois subir o morro pelo mato. A caminhada é longa, mas vale a pena! As ruínas são bem interessantes, e a visão lá de cima é fantástica! As fotos que eu tirei lá de cima podem ser vistas
aqui.
A indiada maior foi na volta. Resolvi voltar pelo outro lado do morro, até um vilarejo. Chegando lá vi que não tinha como voltar para casa. O próximo ônibus passaria muito mais tarde, à noite, e mesmo assim só se eu ligasse para um determinado número. Bizarro! Então eu decidi voltar para casa a pé passando por outros vilarejos no meio do caminho. Caminhei bons quilômetros!
29 de JulhoAinda cansado da caminhada do dia anterior, mas empolgado com a região e o tempo bom que tava fazendo, resolvi desbravar mais um lugar aqui em Darmstadt. Nesse domingo fui ao
Ludwigshöhe.
Em 1838 foi erguido um templo de madeira lá, mas até o início da Segunda Guerra Mundial se tornou um lugar bem famoso com um spa. Havia um grande Hotel-Restaurante com um imenso terraço, uma torre com mirante, um templo de música, uma pista de saltos de esqui, tobogãs e teleféricos. Só que durante a Segunda Guerra, esse lugar foi utilizado pelo exército alemão, e no final de março de 1945, por terem perdido a guerra, foi destruído pelo próprio exército. Tipo “se a gente não pode ter isso aqui, ninguém mais vai ter”.
Hoje em dia ainda tem a torre e o terraço. A vista de lá é incrível! Dá para ser ver o centro e toda a região de Darmstadt. Dá até para ver os arranha-céus de Frankfurt.
As minhas fotos estão
aqui.
04 de Agosto – Auerbach-Bensheim
Depois de ter contado as minhas indiadas do final de semana anterior para o Leandro e a Laura, eles toparam sair à caça de mais um castelo comigo. Sem muita pesquisa, pegamos um mapa, achamos um lugar que parecia legal e fomos. Mesmo esquema: trem até o lugar mais próximo e caminhada pelo mato até o topo. Que ótima surpresa!!!! O castelo era muito legal!!!
O nome de lá é
Schloss Auerbach. Ele também é um castelo do século XIII, mas está muito melhor conservado que o Burg Frankenstein. É muito maior e a vista lá de cima consegue ser mais bonita ainda.
Quando chegamos, um casamento estava sendo celebrado lá. Bem a estilo medieval... bom, medieval para turistas, imagino... Os noivos tinham que realizar algumas provas, como arco e flecha, besta, jogar ferraduras e cuspir cerejas. Haviam várias pessoas vestidas a caráter e tocando instrumentos musicais da época. Um clima muito legal!
Tiramos MUITAS fotos. Algumas podem ser conferidas
aqui.
05 de Agosto
No domingo resolvi começar a minha mudança. Isso mesmo, aluguei um novo apartamento!
Eu já tinha escrito que não estava gostando de morar na residência de estudante. Passei algum tempo olhando anúncios e em julho resolvi visitar alguns apartamentos. Tudo muito caro. Ouvi falar que Darmstadt é a terceira cidade mais cara da Alemanha, perdendo somente para Munique e Düsseldorf. Parece um absurdo para um cidade de aproximadamente 140 mil habitantes, mas acho que o pessoal cheio da grana que trabalha em Frankfurt mora aqui, e apesar de pequena, ela tem uma ótima infra-estrutura, como Straßenbahn (tram, ou bonde).
Os apartamentos que eu estava vendo, além de caros, eram super pequenos (entre 20 e 25 m2) e não tinham móveis. Para muitos ainda era necessário pagar uma provisão, isto é, uma taxa para o agente imobiliário que normalmente é de 2,38 meses aluguel. Somando os gastos com caução (custando de 2 a 3 meses de aluguel), primeiro mês de aluguel, móveis e utensílios para o apartamento saía tudo muito caro!
Foi então que eu encontrei o meu atual apartamento. O cara que estava morando nele foi fazer um estágio de no mínimo 1 ano na Suíça, e resolveu alugar o apartamento mobiliado (com televisão e máquina de lavar). Ele é estilo quitinete, mas tem 40m2 e as áreas são bem dividas, com direito a cozinha sala e quarto e ainda um closet e um banheiro grande. Tenho dois porões só para mim, garagem do prédio e jardim com lugar para fazer churrasco. É super bem localizado. Fica perto do centro, tem supermercado, padaria, farmácia e banco próximos, e dá só 10 minutos de caminhada de onde eu trabalho. Ele é um Dachwohnung, ou seja, o teto é torto, como um sótão. Não deixa de ter o seu charme, pois parece uma cabana...
O melhor de tudo é que eu estou pagando um preço muito em conta, mas tem a desvantagem de eu ter que entregar ele no ano que vem.
Passei então a semana e o final de semana dos dias 11-12/08 arrumando, limpando e comprando as coisas que faltavam.
Aqui tem algumas fotos do meu apartamento novo.
Final de semana 18-19 de Agosto
Acabei me dando mal por um lado com essa história da mudança. Como eu não quis cancelar o contrato do meu quarto na residência de estudante até ter certeza que eu poderia me mudar para o novo apartamento, acabou acontecendo de eu ter que pagar o aluguel dos dois lugares no mês de agosto.
Uma das minhas frustrações no quarto da residência de estudante, era a de não poder convidar a minha turma de amigos para vir me visitar em Darmstadt. Eu não tinha como hospedar o povo. Daí como em Agosto eu estava com dois apartamentos, eu convidei a galera toda para vir para cá nesse final de semana. E o povo veio em peso!!!
No sábado encontramos com a turma em Frankfurt com direito a city-tour e subida na Main Tower (um dos principais arranha-céus). De noite fizemos um mega churrasco na residência de estudantesa aqui em Darmstadt que vai ficar para a história. Éramos 17 brasileiros ao todo, e o churrasco foi com carne de gado, coração de galinha, pão temperado, queijo coalho, e muita, mas MUITA Weißenbier (cerveja de trigo)!
Não preciso nem dizer que no domingo a ressaca foi grande! O tempo que a gente ficou afastados depois de Colônia nos “destreinou”, e muita gente ficou mal. Mesmo assim o bando de zumbis, com algumas baixas, resolveu conhecer um pouco da metrópole Darmstadt antes de voltar para casa.
Final de semana 25-26 de Agosto
No final de semana seguinte ao churrasco, a turma se reuniu de novo, mas em Essen. Fomos à Love Parade!
A Love Parade foi criada como uma demonstração política pela paz e compreensão internacional através da música. Ela se originou em 1989 em Berlin, 4 meses após a derrubada do muro, e já passou por lugares como Tel Aviv, Cidade do Méximo, Acapulco, Viena, Cidade do Cabo, São Francisco, Leeds, Sydney, Santiago e Caracas.
Na verdade ela é a maior festa eletrônica do mundo e ocorria em Berlin, mas por causa de vários problemas, entre eles a poluição que gera, teve que ser transferida. Esse ano foi o primeiro festival fora de Berlin, em Essen. E nos próximos 5 anos ela será realizada em outras cidades próximas à Essen, nas metrópoles de rio Ruhr.
Tem gente que confunde o festival de música eletrônica com parada gay, mas vimos lá tudo o que é tipo de gente, flora, fauna e minerais. As pessoas vão todas fantasiadas, mas muito mais bizarras que no carnaval de Colônia, ao estilo Marilyn Manson para mim. Havia também crianças e idosos.
A festa principal ocorria ao redor de uma mega palco super hi-tech, mas haviam caminhões, tipo trios-elétricos, rodando por um caminho determinado.
A cidade ficou superlotada, mas nos abancamos num lugar privilegiado. Ficamos durante a tarde sentados na grama e vendo os caminhões e as criaturas passarem. Foi muito divertido. Rimos muito e tiramos fotos com alguns espécimes. De noite fomos para perto do palco.
Não entendo nada de música eletrônica, mas lá tocou os DJs mais famosos que têm. A música era show de bola e não aqueles bate-estacas chatos. Fora que o palco era um show a parte...
01-02 de Setembro
No sábado fomos à Metzingen, que é uma cidade próxima a Stuttgart e Tübingen. Ela é conhecida por causa dos seu diversos Outlets. Tem lojas de todas as marcas famosas: Nike, Adida, Puma, Hugo Boss, Ralph Lauren, Reebok, Levis e muito mais. Eu não me considero um cara consumista, e tem gente que me chama de Salim, mas as promoções lá são realmente imperdíveis e acabei comprando muito mais do que esperava.
À noite fomos a uma festa brasileira em Stuttgart e voltamos direto da festa para Darmstadt. Foi bem cansativo! Acho que fui deitar às 10h da manhã. Claro que passei o domingo todo dormindo...
05-26 de Setembro
FÉRIAS NO BRASIL!!!!!!
Os dias que antecederam a minha viagem para o Brasil foram uma correria: prazos para cumprir, presentes para comprar, e pendências a resolver. Primeiramente eu tinha comprado uma passagem pela Varig de Frankfurt até Porto Alegre com conexão no Rio de Janeiro. Só que alguns dias antes de embarcar a Varig simplesmente trocou a minha passagem para São Paulo, sendo que tive que descer em Guarulhos e pegar o outro vôo em Congonhas. Fora que perdi um dia de viagem e só podia carregar uma única mala de 20Kg, o que não é nada! Para trocar a data eu teria que pagar 100 euros e para cancelar a passagem mais de 200 euros. Muito engraçado isso! Eles simplesmente me comunicam da troca e eu sou obrigado a aceitar... bom, mas enfim, eu aceitei, e foi tudo tranqüilo. Junto com essa passagem eu já comprei as passagens para a minha viagem para o Brasil no final do ano (do dia 19/12 até 16/01), e será a mesma coisa.
As férias no Brasil foram ótimas! Mas também muito corridas. Não consegui fazer um terço das coisas que eu gostaria de ter feito. E olha que eu não parei quieto! A minha mãe mesmo reclamou que das 3 semanas que eu passei lá, acho que só passei umas 3 noites em casa. Não consegui ver algumas pessoas, e outras ficaram brabas comigo por não ter tido mais tempo para elas. Fiz muita festa, mas trabalhei também. Nas últimas madrugadas, depois de voltar das festas, passei escrevendo um artigo.
Comi muito churrasco, e outras comidas que estava com saudades. Aqui na Alemanha eu tinha emagrecido, mas no Brasil eu recuperei tudo e ganhei mais um pouco de reserva...hehe
Somando as noites mal dormidas, com a viagem de volta super cansativa, na qual não dormi nada, e ainda com o jet lag, eu estava um bagaço. Mesmo assim ainda tive ânimo para o que segue...
Final de semana 29-30 de Outubro
OKTOBERFEST!!!!!!
Depois de já ter passado o ano novo em Berlin, o carnaval em Colônia e a Love Parade em Essen, é claro que eu não perderia a última das maiores festas alemãs que estava faltando eu ir.
Ainda mal recuperado da viagem eu encarei o penúltimo final de semana de Oktoberfest em Munique com o pessoal. A gente comprou o Schönes-Wochenende-Ticket, que é um ticket que custa só EUR 33,00 e dá direito a 5 pessoas viajarem em qualquer trem regional na Alemanha durante todo um dia do final de semana. Como ele só dá direito a andar em trens regionais, a viagem até Munique dura horas e temos que fazer várias baldeações. Para não chegar muito tarde lá, saímos daqui às 4h da manhã. Devido a alguns atrasos de trens e perda de conexões, levamos 8 horas para chegar lá.
Nós já havíamos feito a reserva do albergue com bastante antecedência, mas mesmo assim não havíamos conseguido nenhum lugar em Munique. Por isso reservamos um albergue em Dachau, que é uma cidade próxima famosa por ter o primeiro campo de concentração nazista.
Então ainda tivemos que ir até Dachau fazer o check-in e largar as nossas coisas no albergue. Após, voltamos para Munique e fomos direto para a Oktoberfest.
A Oktoberfest se originou numa corrida de cavalos realizada em 1810 para comemorar o casamento do Rei Ludwig I com a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen. Essa festa aconteceu num parque longe do centro da cidade na época e todos os moradores de Munique foram convidados. Esse parque foi batizado de Theresienwiese (gramado da Therese) e a Oktoberfest é celebrada até hoje lá.
Nesse parque eles montam enormes barracões, cada um de uma cervejaria da cidade, onde tem bandinhas, comidas típicas e muita cerveja. Fora ainda tem parque de diversão e lojinhas.
É muito legal ver a maioria das pessoas vestidas com roupas típicas. Aquelas de tirolês e tirolesa: os homens com calça de couro até abaixo do joelho e as mulheres de vestidos. Todos empunhando os pequenos canecos de 1 litro de cerveja, é claro!
Apesar de termos chegado um pouco tarde, tivemos sorte de conseguir entrar num Biergarten de um dos barracões. As pessoas fazem reserva nesses barracões com meses de antecedência...
Outros amigos nos encontraram lá. Tava todo mundo muito animado! Aconteceram várias situações cômicas e bebemos vários canecões. De noite ainda mudamos de bar, e sem querer pedimos o dobro de cerveja que desejávamos, pois as garçonetes eram idênticas e achamos que havíamos pedido para a mesma. Um pouco depois percebemos que deveríamos voltar para Dachau, pois o albergue fecharia a meia-noite. Decidimos então que alguns voltariam para o albergue e outros ficariam. A idéia era o pessoal que fosse voltar abrir o quarto para quando o resto chegasse. Só que no fim ficou só eu e mais um cara com aquela mesa cheia de cervejas na nossa frente. Bom, a partir daí faltam detalhes na minha memória para poder relatar aqui no blog. Só sei que tomamos todas as cervejas, ficamos amigos do pessoal no bar, o meu amigo cantou no microfone, fomos a outros bares, bebemos mais, tiramos fotos com várias alemãs que eu não me lembro ter tirado e não sei como chegamos até a estação de trem. Ainda bem que nos coordenamos para pegar o trem até Dachau. Em Dachau ainda tentamos caminhar até o albergue, mas mesmo se já soubéssemos o caminho (só tínhamos ido até lá de ônibus) acho que nunca o acharíamos. Então pegamos um táxi, e por sorte ainda tínhamos dinheiro contando as moedinhas para pagar. Chegando lá, adivinhem! O albergue estava fechado e mesmo quem já estava dentro não podia abrir a porta. A gente imaginou que só não teria mais recepção, e não que ninguém mais poderia entrar ou, o mais surpreendente, sair! Bem, a cidade já tem uma triste história em aprisionar as pessoas... Eram umas 3h30 e tivemos que ficar dormindo na porta até um cara abrir o albergue às 6h30. Praticamente não dormimos, pois até às 9h tínhamos que tomar o café da manhã e fazer o check-out.
Depois disso tivemos que começar a maratona de troca de trens para voltar para casa. Não vou dizer que estava de ressaca, pois acho que não tinha nem curado a bebedeira ainda. Na volta ainda tivemos ânimo para dar uma espiada em Würzburg e almoçar.
Algumas fotos da Oktober já estão
aqui, e de Würzburg
aqui, mas ainda tenho que atualisar os albuns com as fotos do resto do pessoal. Eu quase não tirei foto...
Feriado 03 de OutubroAqui na Alemanha é feriado nesse dia desde 1990 devido à unificação alemã. Aproveitei o dia para dormir e tentar recuperar o sono atrasado das noites mal dormidas no Brasil, cansaço da viagem de volta, jet lag e final de semana de Oktoberfest. Depois fui passear pela cidade.
Estava acontecendo a
Herbstmesse (feira de outono), mas não era nada de mais. Aproveitei mesmo foi para tirar fotos do
outono que chegou. As árvores ficam com uma coloração bem diferente que no Brasil antes de perderem as folhas. Algumas chegam a ficar bem vermelhas.
Fotos
aqui.
Final de semana dos dias 06-07 de Outubro
OKTOBERFEST!!!!!! A REVANCHE!!!!
Quando reservamos os albergues para a Oktoberfest, fizemos reservas para dois finais de semana em cidades diferentes por precaução. Como no final de semana anterior tinha sido bem legal, resolvemos voltar. Eu principalmente quis voltar lá para reconstruir os episódios que estavam apagados da minha memória. hehe...
Saímos no mesmo horário de Darmstadt, mas dessa vez fomos direto para Augsburg, cidade onde reservamos o albergue dessa vez. Ainda era muito cedo para fazer o check-in, e por isso só deixamos as bagagens num locker na estação e fomos para Munique. Foi uma ótima idéia, pois desviamos do movimento do pessoal que sai de Würzburg e Nürenberg para ir para Munique e chegamos quase no mesmo horário.
Logo que chegamos, fomos encher o bucho para o álcool não nos pegar desprevenidos, e depois fomos para a festa. Era o último final de semana de Oktoberfest, mas ao contrário do que tinham me dito, eu não achei tão mais cheio que o outro final de semana.
Tivemos muita sorte de novo, pois alguns amigos conseguiram entrar no barracão da Paulaner, uma das cervejarias mais tradicionais da Bavária, e depois conseguiram nos colocar para dentro também. Nada que um belo sorriso de uma brasileira para um dos garçons não resolvesse...
Lá dentro tinham vários outros brasileiros. Na verdade na Oktober tem gente de tudo o que é lugar. Eu me admirei foi com a quantidade de italianos...
A festa foi muito legal! Dessa vez de frente para a bandinha alemã. Muito poropopó, músicas típicas daqui, e outros hits mais modernos. Muita cerveja de novo, mas dessa vez com um pouquinho mais de moderação.
Dessa vez saímos bem cedo, lá pela 19h30, mas como chegamos cedo também, tava tudo beleza. A gente teve que sair nesse horário porque o check-in no Albergue de Augsburg era só até às 22h. Depois do check-in feito ainda fomos jantar no centro de Augsburg.
No domingo passeamos um pouco mais por Augsburg e voltamos para Darmstadt. Na volta paramos na cidade de Ulm, que tem a catedral com o topo mais alto do mundo. A gente ainda teve pique para subir os 768 degraus da torre e tirar algumas fotos lá de cima.
Algumas fotos da Oktober
aqui e de Ulm
aqui.
E era isso!
Finalmente estou com o blog em dia! Não acredito que consegui escrever o assunto de dois meses e meio de uma vez só. Na verdade eu não acredito que alguém vá ter paciência de ler tudo até aqui.
Dessa vez acho melhor eu não prometer que vou escrever com mais freqüência...
Abração!